Aneurisma deve ser tratado antes do rompimento

Fonte Imagem Corporativa 11/08/2014 às 12h
Métodos cirúrgicos e minimamente invasivos são opções para cessar o sangramento e diminuir as sequelas



O Ministério da Saúde revela que, aproximadamente, 6,5 mil pessoas morrem anualmente, no Brasil, em decorrência de aneurisma. Este problema é caracterizado pela má formação da artéria, levando a uma fragilidade e ao desenvolvimento de uma bolha no local.



O neurocirurgião Mauro Takao Suzuki, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que o rompimento do aneurisma leva à hemorragia cerebral. “O sangramento causado pelo aneurisma é muito grave, provocando em até metade dos pacientes afetados, sequelas ou até mesmo morte. Por isso, é importante diagnosticar e tratar essas fragilidades antes da ruptura, evitando consequências mais severas.”



O médico esclarece que o rompimento do aneurisma é caracterizado por uma forte dor de cabeça, podendo ser acompanhada de perda da consciência, vômitos e rigidez do pescoço. Ele acrescenta que essa fragilidade no vaso tem mais chance de romper em pessoas fumantes e hipertensas. Isso porque o tabaco e a pressão alta são fatores de risco para o enfraquecimento da parede dos vasos.



Dr. Mauro Suzuki ressalta que, ao perceber estes sintomas, a pessoa deve ser levada imediatamente ao hospital, para fazer o tratamento adequado. “O índice de mortalidade após o rompimento do aneurisma gira em torno de 30%, aumentando ainda mais nos primeiros dias. O tratamento pode ser feito de duas formas: microcirurgia cerebral vascular, que é o método tradicional; embolização, realizado por cateterismo.”



O procedimento cirúrgico consiste na clipagem do aneurisma, para isolar o sangramento do vaso cerebral rompido. O método é realizado com auxilio de um microscópio cirúrgico, a fim de dar maior precisão do local atingido ao cirurgião, para que ele insira o clipe de titanium. “Já embolização é menos invasiva do que a opção tradicional, pois é feita por um cateter inserido na virilha, não sendo preciso abrir o crânio do paciente”, detalha o neurocirurgião.



Para finalizar, o especialista desmente o mito de que as cirurgias cerebrais deixam sequelas. “As consequências do aneurisma são causadas pela hemorragia cerebral ou pela isquemia, ou seja, a falta de oxigenação do cérebro. As cirurgias cerebrais podem apresentar complicações, como qualquer procedimento cirúrgico, porém não provocam sequelas no corpo. As técnicas utilizadas e os profissionais estão cada vez mais objetivos e preparados para esses casos”, conclui Dr. Mauro.
Imagem Corporativa
Fonte Imagem Corporativa 11/08/2014 ás 12h

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Aneurisma deve ser tratado antes do rompimento