Amostra de sangue seco permite diagnosticar também hepatite C

Fonte Instituto Oswaldo Cruz / Fiocruz 03/03/2013 às 10h

O Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) adaptou uma técnica inovadora para o diagnóstico de hepatite B, de forma a usá-la também na detecção do tipo C da doença. A partir da coleta de gotas de sangue do dedo com o auxílio de uma lanceta (instrumento semelhante a um pequeno alfinete) e de um papel de filtro, é possível definir se uma pessoa tem anticorpos contra o vírus da doença. Uma fórmula simples, que não envolve agulhas ou a refrigeração da amostra.

No método em desenvolvimento são aproveitadas técnicas e materiais em uso na rede pública de saúde – como o papel de filtro e o teste de Elisa – para criar uma abordagem mais barata e simples de detecção de anticorpos contra o vírus. O Elisa é um teste imunoenzimático empregado no diagnóstico laboratorial de diversas doenças, permitindo a detecção de anticorpos específicos no plasma sanguíneo.

O desenvolvimento da estratégia foi aplicada, inicialmente, para o diagnóstico da hepatite B. O estudo foi publicado na edição de outubro de 2012 no periódico científico Journal of Medical Virology e aponta que o método tem sensibilidade e especificidade acima de 90%, índice considerado ideal para testes imunoenzimáticos. A próxima etapa de validação é a de reprodutibilidade, na qual pesquisadores utilizam amostras colhidas em todo o país com o objetivo de averiguar se o teste é universalmente eficaz.

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Instituto Oswaldo Cruz / Fiocruz
Fonte Instituto Oswaldo Cruz / Fiocruz 03/03/2013 ás 10h

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Amostra de sangue seco permite diagnosticar também hepatite C