Ambulatório de Genética do HUB já atendeu mais de 7 mil famílias

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 31/03/2013 às 8h

Serviço existe desde 1987 para atender pessoas com suspeitas de doença genética e inclui toda a família do paciente.

Sete mil setecentos e sessenta e sete. Este é o número de famílias que o Serviço de Genética Clínica da Universidade de Brasília, cujo ambulatório funciona no Hospital Universitário de Brasília, já atendeu desde 1987, além de mais de 10 mil exames genéticos. O serviço existe para atender pessoas com suspeitas de doença genética. Cerca de 90% dos pacientes são crianças, os outros 10% são de indivíduos que apresentam o problema apenas na fase adulta.

Iris Ferrari, médica geneticista e coordenadora do Serviço de Genética Clínica da UnB destaca, no entanto, que o atendimento não é feito apenas com o paciente, mas também estendido à família. “No primeiro momento, um estudo é feito em três gerações, porque nos interessa saber se já houve repetição do quadro apresentado pelo paciente, para entender quais problemas são de origem genética e quais não”, diz.

Por esse motivo os atendimentos ambulatoriais são bastante demorados. Após a consulta, entra em ação o Laboratório de Genética da UnB, onde são realizados os estudos convencionais e moleculares. A coleta do material é feita no HUB, no momento da consulta. Além dos distúrbios psiquiátricos e de comportamento, a Sindrome de Down figura entre os casos mais atendidos pelo serviço.

“Recebemos pacientes de várias partes do Brasil. Não é um número grande, mas muito significativo, tendo em vista a carência de profissionais da área em algumas regiões”, afirma a médica geneticista Mara Santos Cordoba.

Segundo Iris, apesar da alta procura o laboratório ainda não consegue identificar todas as doenças genéticas existentes. “Estamos implantando novas técnicas e pretendemos ampliar ainda mais o atendimento”, diz.

TRABALHOS ACADÊMICOS - Ao todo, 19 dissertações de mestrado e 21 teses de doutorado foram desenvolvidas a partir das atividades de pesquisa realizadas no serviço. Maria Teresa Alves da Silva Rosa, também médica geneticista, acaba de iniciar seu mestrado e realizará uma pesquisa com pacientes atendidos no HUB para diagnosticar as causas de vários retardos mentais que ainda não têm etiologia definida.


SERVIÇOO atendimento em Genética no HUB funciona no corredor Laranja, sala B, do Ambulatório 1, sempre às segundas e sextas-feiras pela manhã.

Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 31/03/2013 ás 8h

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Ambulatório de Genética do HUB já atendeu mais de 7 mil famílias