Ambiente de trabalho pode acelerar a perda de audição

Fonte Toda Comunicação 21/04/2013 às 12h

A falta de cuidados preventivos somada ao descuido pode agravar problemas auditivos.

Segundo censo realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 9,7 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência auditiva, o que equivale a 5,1% da população do Brasil. Já segundo a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), cerca de 15% a 20% da população no país tem zumbido, sintoma que indica perda auditiva - e destes, apenas 15% procuram ajuda médica. O instituto aponta também que cerca de 30% a 35% das perdas de audição são causadas devido à exposição a sons intensos, sejam eles em ambientes profissional ou de lazer.

“Em muitas atividades, sejam elas de lazer ou não, há uma exposição a níveis de pressão sonora elevada, de forma intermitente ou contínua. Isso faz com que o índice dos que têm perda auditiva induzida por ruído (PAIR) possa ser ainda maior do que os números registrados”, comenta a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, Otorrinolaringologista, otoneurologista de Curitiba-PR.

E engana-se quem pensa que são apenas os trabalhos considerados mais barulhentos aqueles capazes de danificar a audição. O problema pode atingir desde pessoas que trabalham com música, em aeroportos, em segmentos industriais, até operadores de Call Center, que passam de seis a oito horas de trabalho com fones de ouvido unilaterais.

Além disso, é sabido que em um ambiente normal de trabalho, como um escritório, o som pode chegar a até 70, 80 dB – o que prejudica a atenção e concentração - e que a exposição continua a sons acima de 85 decibéis por mais de oito horas de exposição pode levar à perda auditiva definitiva.

“O problema é que a lesão auditiva não acontece de um dia para o outro: ela é cumulativa. Uma hora usando um iPod acima de 100 decibéis hoje, somada a outras, pode, com o tempo, dificultar a compreensão durante a conversa”,explica a Dra. Rita Guimarães. A Otorrinolaringologista completa, dizendo que para preservar a audição, é preciso estar atento à altura do som que ouvimos e ao tempo que ele dura.

A especialista ainda oferece uma solução prática para saber se o barulho no local está muito alto. “Se por causa do som ambiente você é obrigado a aumentar o tom de voz para falar e ser ouvido por alguém do seu lado, tenha uma certeza: o barulho está forte demais”, conclui Rita.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)

Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR

Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com

Email: ritaguimaraescwb@gmail.com

Telefone: 41-3225-1665 -

Endereço: Rua João Manoel, 304 Térreo, Bairro São Francisco, Curitiba PR.

Toda Comunicação
Fonte Toda Comunicação 21/04/2013 ás 12h

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