Adiada reunião de líderes para discutir permanência de pastor na presidência da Comissão de Direitos Humanos

Fonte Agência Brasil 01/04/2013 às 13h

Brasília - A reunião do Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados para discutir a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), marcada para amanhã (2), foi transferida para a próxima semana. O adiamento ocorreu porque o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficará em repouso esta semana devido a uma operação de hérnia abdominal, feita na última quinta-feira (28), em São Paulo.

Depois de o presidente da Casa ter fracassado na tentativa de convencer Feliciano a deixar o cargo, os líderes vão tentar demovê-lo da ideia de permanecer na presidência do colegiado. Na semana passada, as lideranças discutiram a possibilidade de esvaziar a CDHM como forma de pressionar Feliciano a renunciar.

No entanto, como o número de evangélicos na comissão é suficiente para deliberações, os líderes decidiram que vão tentar o diálogo com o pastor para mostrar que ele não tem condições políticas de exercer o cargo. Marco Feliciano é acusado de homofobia e racismo por ter postado em redes socais comentários ofensivos a gays e negros.

Mesmo antes de sua eleição para a presidência da comissão, o parlamentar vem sendo alvo de protestos de grupos defensores dos direitos dos homossexuais, dos negros, artistas e políticos. O pastor pediu desculpas pelos comentários,

Duas das três reuniões da CDHM comandadas por Feliciano tiveram que ser canceladas devido a protestos de manifestantes contrários à permanência do pastor na presidência do colegiado. Na terceira reunião, Feliciano pediu aos seguranças da Câmara que prendessem um manifestantes que o chamou de racista.

No mesmo dia, outro manifestante contrário ao pastor foi detido pela segurança da Casa quando protestava próximo ao gabinete de Feliciano. Na ocasião, também foi necessária a mudança de sala e o fechamento da sessão ao público para que a reunião da comissão, convocada para debater a contaminação por chumbo do solo da cidade baiana de Santo Amaro da Purificação, pudesse se realizada.

Marco Feliciano tem dito que não pretende renunciar à presidência. Esta semana ele deve ir à Bolívia para averiguar a situação dos corintianos presos na cidade de Oruro. Eles são acusados da morte de um torcedor boliviano, atingido por um sinalizador durante um jogo, em fevereiro.

Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 01/04/2013 ás 13h

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