Acordo para compra de submarinos vai gerar 44,8 mil empregos, diz Jobim

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
O acordo firmado para a compra de submarinos franceses deve gerar cerca de 44.800 empregos diretos e indiretos no país. A afirmação foi feita hoje (16) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, destinada a esclarecer detalhes do acordo militar fechado com a França para compra de helicópteros e submarinos.

“Serão beneficiados diretamente 21 setores de atividade econômica e, indiretamente, outros 19. Além disso, nossa previsão é de que sejam gerados cerca de 11.300 empregos diretos e 33.500 indiretos”, informou Jobim.

Segundo ele, os benefícios deverão abranger os setores naval químico, elétrico, eletrônico, metalúrgico, de telecomunicações,  mecânica pesada,  motores, informática, construção civil, transporte, tecnologia de informática, armamentos e munição.

“Há também acordos de contrapartida que permitirão a nacionalização de mais de 36 mil itens, com transferência de tecnologia, tanto para os submarinos convencionais como para os de propulsão nuclear”, acrescentou o ministro.

Jobim lembrou que apenas a tecnologia nuclear não será transferida. “A tecnologia nuclear será nossa, uma vez que nenhum país do mundo transfere esse tipo de tecnologia”.

“Mas todo o restante será transferido, o que inclui os sistemas de combate, com a integração entre sonar e direção de tiro, além das demais partes, como casco, sistema de controle de imersão, sensores elétricos de propulsão, entre outros. Fora a etapa inicial do primeiro submarino que, com a participação de brasileiros, será construído na França enquanto o estaleiro e a base estarão sendo construídos no Brasil, todos os demais itens serão construídos aqui”.

O ministro disse que os dois tipos de submarinos que estão sendo adquiridos – convencionais e de propulsão nuclear – são complementares para a defesa das águas brasileiras. Apesar da maior limitação dos submarinos convencionais, eles serão de grande relevância para atividades realizadas no Rio Amazonas e na área mais próxima do litoral brasileiro, enquanto os de propulsão nuclear atuariam em águas mais profundas.

O acordo envolve R$ 22,5 bilhões, mas os negócios com a frança podem ser ampliados, com a possibilidade de o governo brasileiro adquirir 36 caças modelo Rafale.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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