Acadêmicos exploram a dimensão bucólica de Brasília

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 20/08/2014 às 7h

Acadêmicos exploram a dimensão bucólica de Brasília

Projeto de extensão do IDA e CET propõe a caminhada como uma estratégia de interação com as áreas verdes da capital.

Os moradores de Brasília podem sentir-se prestigiados em relação à extensão das paisagens naturais da cidade. Com uma média de 120 metros quadrados de área verde por habitante, a capital federal propicia aos seus residentes quatro vezes mais desses espaços do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao todo, são 50 quilômetros quadrados de gramados, quatro milhões de árvores plantadas e mil canteiros ornamentais. Mas será que os moradores da Cidade-Parque estão usufruindo de tamanho benefício?

Para a estudante do 5º semestre de Turismo Nayara Marques, os brasilienses aproveitam os parques urbanos como o Sarah Kubitschek e a Ermida Dom Bosco, mas poderiam explorar um pouco mais dos verdes presentes nos caminhos cotidianos, como as áreas livres e os jardins das entrequadras, por exemplo. “Esses espaços foram projetados por Lucio Costa para serem explorados, mas acabam passando despercebidos”, garante a estudante. Uma estratégia para combater essa percepção distraída dos espaços bucólicos seria o exercício de andar a pé, defende a graduanda.

Nayara Marques é uma das 15 estudantes que compõem o projeto de extensão Caminhar, que existe desde 2013 sob a coordenação da professora Karina Dias. “O projeto faz parte da pesquisa sobre o caminhar como a ideia de uma experiência estética”, aponta a orientadora do grupo. Karina explica que o projeto tem despertado um novo olhar para a cidade. “Estamos discutindo como conhecer os caminhos de uma Brasília para além do cartão postal. Uma paisagem que vai se construindo a partir dos dimensionamentos dos espaços a partir dos nossos passos”, afirma Dias.

A equipe de extensionistas tem um sítio na internet e páginas em redes sociais onde publicam conteúdos sobre a arte de “caminhar na escala bucólica”. Os acadêmicos também criaram um glossário de palavras, expressões e frases típicas da cidade. “A próxima etapa será pensar intervenções urbanas”, diz Karina. A professora conta que a equipe recebeu um convite para expor seus verbetes na fachada da Galeria Alfinete, no Setor de Oficinas Norte. O grupo também elabora uma intervenção dentro do campus Darcy Ribeiro. “Provavelmente iremos lançá-la em meados de agosto”, anuncia.
Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 20/08/2014 ás 7h

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