A incompatibilidade do Linux é um mito, afirma Alejandro Chocolat

Fonte Jornal Brasil 19/11/2009 às 0h
A Red Hat, líder mundial em soluções open source, realizou no dia 4 de agosto, em Brasília, o “Red Hat Road Show 2009”. O evento foi destinado a parceiros e clientes visando apresentar as tecnologias e novidades da empresa, além de casos práticos de uso destas ferramentas. Durante o evento Alejandro Chocolat, o Country Manager – Brasil da Red Hat, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Brasil.


Jornal Brasil - Qual a principal fonte de receita da Red Hat, uma vez que o software é gratuito?

O código é gratuito, licenciado na GLP. Porém nós damos uma série de serviços junto ao código, tais como: aplicação de hardware e software com outros fabricantes, suporte  e correções de segurança, manutenção, controle e administração de software. Entendemos que quando se tem determinados sistemas de usuários, tem-se que conseguir gerenciá-los, e para tanto a Red Hat tem um serviço específico, dentre outros serviços.


Jornal Brasil -  Quais as vantagens desta versão?

A Red Hat tem o compromisso de manter as versões suportadas por sete anos. Cada produto que é lançado ao mercado, possui esta garantia. Logo dentro do modo da sua inscrição, o usuário pode escolher livremente qual a versão e em que tipo de hardware vai instalar. Assim as grandes características das versões, e em especial desta última já que é um aprimoramento das versões anteriores, são: Desempenho e Confiabilidade.


Jornal Brasil - Quais as técnicas de marketing serão usadas pela Red Hat para ampliar o mercado consumidor, uma vez o que produto não é conhecido maciçamente?

Não investimos em marketing como os outros fabricantes e proprietários investem, porque quem paga essa conta de marketing é o cliente. O software de código aberto é focado no usuário, e não pretende convencê-lo mediante argumentos de marketing. Fazemos a melhor demonstração mediante uso. E eu faço o seguinte comparativo: Você não encontra remédio genérico fazendo propaganda, mas o uso é grande. O remédio de marca cobra pelo marketing e o usuário final paga. No remédio genérico o valor é muito menor e o resultado é igual. Isto é o que acontece com o software proprietário e o software de código aberto. Nós somos o genérico! E estamos aderentes em 100% dos padrões.


Jornal Brasil - Quais as parcerias da Red Hat?

As parcerias são inúmeras. Temos o maior ecossistema do mundo em open source, a Red Hat tem mais de 1100 aplicações certificadas.

Jornal Brasil - O Windows tem grande compatibilidade com os outros hardwares, o Linux já se comparou a essa compatibilidade?

Estamos falando de um mito. O Windows é uma família, cada um tem especificamente uma versão, a versão de XP não é necessariamente compatível com o hardware que Vista é compatível, ou o contrário. Muitas vezes os clientes têm que fazer altos investimentos em hardware pro computador, para mudar o seu sistema operacional. A Red Hat é a primeira que mantém esse ciclo de vida de sete anos suportados e tem grande compatibilidade. O que assegura essa compatibilidade é o processo de certificação para uso corporativo intenso por parte da Red Hat e os fabricantes de hardware. Nós temos sete arquiteturas de chip suportadas, e isto você não encontrará na concorrência. Assim é um mito, a questão da incompatibilidade de hardware do Linux e da compatibilidade da Microsoft. São duas faces do mesmo mito.



Myrianne Gilsara/JornalBasil.
Jornal Brasil
Fonte Jornal Brasil 19/11/2009 ás 0h

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