A importância do investimento externo

Fonte Note! Assessoria de Comunicação 21/05/2013 às 20h

* Mauro Calil

Muitas vezes ouço comentários incautos sobre os investimentos estrangeiros no Brasil. Os comentários, sempre carregados de ufanismo e nacionalismo, invariavelmente mencionam o “entreguismo das riquezas do povo brasileiro aos interesses internacionais”, uma expressão bonita que soa como intelectualidade ímpar.

Avançando no mesmo discurso, as mesmas vozes atacam também os empresários nacionais, mencionando um tal de “modelo capitalista falido, que forja seu lucro ao usurpar a população indefesa” - outra expressão de efeito que não faz sentido algum, visto que a falência implicaria em não obter lucros e vice-versa. Enfim, há quem acredite nestas palavras que não dizem nada.

Apesar de gerar alguma polêmica, o investimento externo é, sim, saudável e para beneficiar a economia nacional nem precisa ser alto. Vamos ver como funciona com um exemplo bem simples:

Imagine um pequeno município onde todos estão endividados entre si. O dono do hotel da cidade tem dívidas com a padaria, o padeiro deve ao pedreiro que, coincidentemente, tem dívidas com o açougueiro, que deve ao dentista. Ou seja, todos, de alguma forma, devem para alguém, incluindo ao hotel. Para facilitar o raciocínio neste exemplo, a dívida de todos é de R$ 500,00.

Então, o hotel (do começo da história) recebe um hóspede (que aqui é sinônimo de entrada de capital externo) que paga uma diária de R$ 500 adiantado. Rapidamente, o dono do hotel paga sua dívida com o padeiro, que paga pedreiro e assim sucessivamente, até que o dinheiro retorna ao dono do hotel, afinal, alguém também devia para ele.

Perceba que somente uma pequena quantia de dinheiro novo entrou na economia daquela cidade e, no entanto, resolveu o problema de todos. Ninguém perdeu seu negócio, ou clientes, e puderam renovar seus créditos no comércio, e a economia da cidade continuou a crescer.

Agora, vamos trazer essa situação para a nossa realidade. Temos agora a Copa das Confederações, em 2014 teremos a Copa do Mundo e em 2016, as Olimpíadas. Durante estes eventos, muitos turistas trarão recursos extras para o País, mas, mais do que isso, para recebê-los, tivemos que melhorar (e ainda estamos melhorando) a infraestrutura, serviços etc. Será que isso está sendo realizado somente com recursos internos ou teve a participação de capital estrangeiro?

O capital externo, quando entra no País e gera produção e empregos, ajuda no desenvolvimento econômico e passa a ser peça importante para o nosso crescimento. Ou seja, um pouco de oxigênio nunca faz mal.

*Mauro Calil é palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros "Separe uma verba para ser feliz" e "A receita do bolo

Note! Assessoria de Comunicação
Fonte Note! Assessoria de Comunicação 21/05/2013 ás 20h

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